‘Acção/Investigação em Educação Artística: em busca de uma narrativa renovada, implicada na construção pertinaz de uma democracia agonística’


‘Acção/Investigação em Educação Artística: em busca de uma narrativa renovada, implicada na construção pertinaz de uma democracia agonística’
in InVisibilidades #03, setembro de 2012 (pp 162/171).

resumo
“Nó e labirinto tornam-se assim a imagem estrutural do próprio saber: um saber aberto interdisciplinar, em movimento, sempre sujeito ao risco da perda de orientação.”  CALABRESE (1987:151/2)

Nos tempos em que vivemos, na afirmação de uma pertença ao contemporâneo que vincula a implicação da produção (pensamento/acção) ao social, questiona-se a natureza do ímpeto de um professor/artista/investigador, ao se envolver na ‘investigação em educação artística’?
O artigo escreve-se no quadro assumido pelo autor, do sentido do político, intrínseco ao cultural, a partir do qual se questionam os fundamentos de onde emergem as práticas de acção/investigação. Nesse quadro percorrem-se as possibilidades de renovação das narrativas sobre ‘educação artística’ de modo a se explicitar a sua imprescindibilidade social na construção de sujeitos, determinadas a partir de cada um, face às confrontações sociais que lhes são relacionais, e a promover a experienciação de posturas partilhadas de afirmação crítica perante os valores hegemónicos, efectivando práticas agonísticas de desconstrução dos valores culturais e sociais dominantes e de explicitação de utopias.
A natureza particular do ‘artístico’ é tratada como essência marcante da ‘investigação em educação artística’, moldando-lhe o sentido e os processos, onde a utilização de matrizes usuais das ‘ciências humanas’, das ‘ciências da educação’, das ‘ciências da arte’, não lhes fornecem as possibilidades suficientes de produção de acção/pensamento. Procura-se, assim, entender a urgência da ampliação do debate existente para uma afirmação social de outros modos de investigação, para a utilização das linguagens que são próprias e naturais no terreno intersubjectivo e relacional onde se move a ‘educação artística’.





abstract
“Nó e labirinto tornam-se assim a imagem estrutural do próprio saber: um saber aberto interdisciplinar, em movimento, sempre sujeito ao risco da perda de orientação.” CALABRESE (1987:151/2)

In the times we live in, which belong to the contemporary that links the implications of production (thought / action) to the social, to what corresponds the impetus of a teacher / artist / researcher to be engaged with 'arts education research' ?

The direction taken by the author of this article is politically assumed, intrinsic to the cultural, where the foundations of the practices of action / research are questioned. This is the framework that offers the possibility for renewing 'arts education' narratives in order to explain their indispensability in the construction of social subjects, through the confrontations that are relational to them, and to promote the affirmation of a shared critical positioning towards the hegemonic values , activating agonistic practices of deconstruction facing the cultural and social dominant values as well as the explanation of utopias.
The specific nature of the 'artistic' is treated as core feature of 'research in art education', shaping its meaning and processes, but where the use of models coming from  the 'human sciences', the 'sciences of education', or the 'science of art', not provide this kind of research with enough opportunities to produce action / thought.  Therefore, we seek to understand the urgency of expanding the existing debate to a social statement that opens up to other ways of research, to the use of languages that are proper and natural within the relational and intersubjective field where 'art education' inhabits.

keywords
art education, art, education, action / research; political



resumen
“Nó e labirinto tornam-se assim a imagem estrutural do próprio saber: um saber aberto interdisciplinar, em movimento, sempre sujeito ao risco da perda de orientação.” CALABRESE (1987:151/2)

En los tiempos en que vivimos, formando parte de lo contemporáneo que se vincula a las implicaciones de la producción (pensamiento / acción) al social, ¿se cuestiona la naturealeza del impulso de un profesor / artista / investigador para involucrarse en la "investigación en educación artística"?
El artículo está escrito bajo el enmarco del sentido de lo político tomado por el autor, intrínseco a la cultura, dónde se cuestionan las bases de las cuales surgen las prácticas de acción / investigación. En ese enmarco se manifiesta el recorrido de las posibilidades de renovación de las narrativas sobre "educación artística", de modo que queda claro su importancia social en la construcción de sujetos, determinadas a partir de cada uno, ante el enfrentamiento social inherente y a promover la experimentación de posturas de afirmación crítica con respecto a valores hegemónicos, llevando a cabo prácticas agonísticas de la deconstrucción de valores culturales y sociales dominantes, expresando utopias.
 
La naturaleza particular de lo " artístico" se considera como elemento central de la "investigación en educación artística", dando forma a su sentido y a sus procesos, donde la utilización de las matrices de las usales "ciencias humanas", de las "ciencias de la educación", de las "ciencias del arte", no les dan la suficiente posibilidad para la producción de acción / pensamiento. Se busca, así, entender la urgencia de ampliar el debate existente para una afirmación social de otros modos de investigación, para el uso de los lenguajes que les son propios y naturales en el campo relacional e intersubjetivo donde recorre la "educación artística".

palabras clave   
educación artística, arte, educación, acción/investigación; político